Guerra do pagamento instantâneo: PIX, Visa, Mastercard ou Elo?

Guerra do pagamento instantâneo: PIX, Visa, Mastercard ou Elo?

Está anunciada a guerra do pagamento instantâneo no Brasil. De um lado o Banco Central, do outro, as bandeiras Visa, Mastercard e Elo.

Por Redação em 23/07/2020

Está anunciada a guerra do pagamento instantâneo no Brasil. No início do ano o Banco Central anunciou a lançamento do PIX, seu sistema de pagamentos instantâneos, para novembro. Em contrapartida, as bandeiras Visa, Mastercard e Elo, entre outras, estão correndo contra o tempo para desenvolver seu próprio sistema unificado de pagamentos.

Algumas até já se uniram há pouco mais de um ano para fazer o projeto acontecer. Fazem parte do grupo também uma série de emissores, credenciadoras e processadoras de cartão. A previsão era o lançamento ainda no primeiro semestre de 2020, mas de concreto até agora, nada.

Como vai funcionar

A ideia grupo foi revelada pelo jornal Valor Econômico e, embora não prejudique a regulamentação em pauta pelo Banco Central, busca oferecer uma alternativa aos usuários brasileiros que não têm conta corrente ou de pagamento, mas usam cartões de débito e pré-pagos oferecidos principalmente por fintechs e bancos digitais.

As duas vias de pagamento, a proposta das empresas e a do Banco Central, funcionarão 24 horas durante todos os dias e terão o QR code como principal modo de pagamento. E nesta guerra do pagamento instantâneo vale considerar que estamos falando de dois importantes aliados, o sistema de pagamentos e o smartphone, que deve ser compatível com o sistema utilizado.

A ideia é que o celular faça a leitura do código e acione o sistema de pagamento instantâneo, que pode ser utilizado para quitação de produtos ou de serviços. Desta forma, as instituições financeiras, bancos ou fintechs deverão oferecer a opção de pagamento instantâneo nos aplicativos.  

A diferença entre os sistemas

Em entrevista para o LABS, o coordenador do Comitê de Transformação Digital da Abecs e Vice Presidente da Visa, Percival Jatobá, explicou que existe sim uma diferença crucial entre os sistemas. “Basicamente, no sistema do Banco Central, as transferências serão feitas via contas bancárias. No nosso, já que estamos falando da indústria de pagamentos, funcionará via cartões, de débito e até pré-pagos”, explicou.

Nos dois casos, as pessoas físicas começarão a testar as ferramentas, realizando pagamentos entre si.

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Fotos: Marcello Casal Jr/Agência Brasil.