Análise: como usar Pix na automação comercial e no e-commerce

Análise: como usar Pix na automação comercial e no e-commerce

O Pix será lançado dia 16 de novembro, uma semana antes da Black Friday, o que se torna uma excelente oportunidade para testar o sistema antes do Natal.

Por Redação em 07/07/2020

Disponível a partir de novembro, o Pix promete criar novos modelos de
negócio a partir da nova forma de se realizar transações financeiras.

Sistemas de pagamentos instantâneos como o Pix vão ganhar cada vez mais espaço no mercado brasileiro, seja pela praticidade ou pela geração de valor nas operações. E foi pensando nisso que a Matera realizou um encontro online sobre o tema, reunindo seu CEO e fundador, Carlos Netto, Fabiano Amaro e Alexandre Pinto.

Confira a seguir uma análise sobre como usar Pix na automação comercial e no e-commerce.

Vantagens para o recebedor

Durante o evento, foram levantadas as vantagens para o recebedor. Segundo os especialistas, para o recebedor, o Pix resultará em uma transação imediata, com confirmação instantânea. As fintechs podem largar na frente em relação ao custo, se comparado aos bancos tradicionais, gerando maior concorrência.

O custo deve ser algo em torno de 1 centavo a cada 10 transações recebidas (no custo unitário de base anunciado pelo Banco Central). Outras vantagens do sistema é que o Pix conecta uma conta diretamente à outra, e o recebimento a partir de qualquer conta transacional.

Experiência do usuário final com o Pix

Eles afirmam que o BC está focado em criar uma experiência agradável ao pagador. Desta forma, deve-se ter um único padrão visual Pix em todos os aplicativos do pagador (fintech, banco tradicional ou financeira). O padrão de utilização do Pix deve ser o mesmo para que todos saibam como utiliza-lo. E, pensando na democratização do sistema, o Pix dependerá somente de um smartphone com tela e câmera. As pessoas que não tem cartão de crédito também poderão fazer pagamentos utilizando o sistema.

Padronização do Pix

Imagine um mundo onde existirá um QR Code padrão emitido pelo BC que poderá ser lido por qualquer aplicativo ou instituição de pagamento? É isso o que o Pix propõe. Segundo os especialistas, a criação da interoperabilidade facilitará o recebimento e estimulará a competição.

Melhor do que boleto

Há estudos que apontam que as pessoas que emitem boletos desistem das compras antes mesmo de pagar por elas. “Com o Pix não há esse problema de deixar o produto bloqueado no estoque, porque ou você paga ou o pedido será cancelado instantaneamente”, explicam. O Pix será lançado dia 16 de novembro, uma semana antes da Black Friday, o que se torna uma excelente oportunidade para testar o sistema antes do Natal, que é a mais importante data comercial no Brasil.

Cronograma do Banco Central pro Pix

“A Matera já fez os Testes de Conectividade em abril, nos quais conseguiu enviar o pagamento de um participante para outro. Quando a gente vê a transação fluindo, de uma fintech para um banco e de volta para o banco, por exemplo, começamos a ficar muito seguros em relação ao prazo de lançamento estabelecido pelo BC. Temos indicadores concretos de que o projeto está andando muito bem”, declaram.

Menos intermediários na cadeia de valor

Eles explicam que com o PIX, o fluxo de caixa será o maior beneficiado, pois dinheiro entrará na conta imediatamente. “Hoje em dia os varejistas vendem e demoram para receber no crédito e até mesmo no débito. A ideia do Pix é tirar os intermediários e fazer com que o PDV ganhe mais poder”, apontam.

Todos os mercados ganham “O PDV poderá participar mais ativamente no modelo de captura, possivelmente na participação em receitas das transações via Pix; o e-commerce terá um modelo mais eficiente de recebimento à vista, sem depender de formatos como boleto ou cartão; e o varejista se beneficia com a redução de custos, ficando com uma margem mais expressiva, sem precisar de intermediários, com o recebimento instantâneo. O QR Code terá um custo reduzido e será mais barato do que TEF e adquirente. Aqueles que aproveitarem o Pix desde o início sairão na frente, desenvolvendo modelos de negócio e participando de uma cadeia que tem tudo para alavancar muito o mercado”, resumem os especialistas da Matera durante evento sobre sistemas de pagamentos instantâneos.

Para saber mais sobre a visão da Matera sobre o Pix e os pagamentos instantâneos, baixe este ebook.

Para acessar o documento oficial do Banco Central do Brasil sobre o Pix, clique aqui.

Com informações do blog da Matera.


Foto: Christiann Koepke.