Por Redação em 16/04/2021

A Unilever, em parceria com o Senai e a Prefeitura de Valinhos, lançou um curso gratuito de auxiliar de produção. Além disso, os alunos que concluírem o curso poderão participar de um processo seletivo na unidade da Unilever na cidade.

"É importante esta proximidade entre poder público e iniciativa privada. Nosso objetivo é promover capacitação aos profissionais de Valinhos, estreitar as relações institucionais com as empresas da cidade, como é a Unilever, e sempre buscar novas empresas, como o Centro de Tecnologia que estamos projetando, para geração de mais emprego e renda”, afirmou a prefeita Capitã Lucimara.

Unilever lança curso gratuito

As inscrições para o curso gratuito de auxiliar de produção vão até o próximo dia 30 de abril (2021).

Realizar a inscrição é simples: basta ter pelo menos 18 anos completos, morar em Valinhos, ter o Ensino Fundamental Completo, e por fim, preencher um formulário.

De acordo com o Senai, os interessados devem fazer a inscrição o mais breve possível, pois o número de vagas é restrito.

Os candidatos selecionados para realização do curso gratuito de auxiliar de produção serão contatados pelo e-mail e pelo telefone informados no ato da inscrição. Por isso, fique atento ao preencher o formulário.

Parceria Unilever e Senai

Tanto a Unilever como o Senai impulsionaram a criação do curso gratuito de auxiliar de produção.

Com a produção dos sorvetes Kibon, da Unilever, sendo 100% valinhense desde janeiro deste ano, as instituições se aproximaram ainda mais.

Na verdade, a empresa já produzia sorvete na cidade. A novidade ficou por conta dos picolés. Desde que que a Unilever começou a fabricá-los em Valinhos, toda a produção desses produtos ficou centralizada no município.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.


Foto: Sam Balye.

Por Redação em 07/04/2021

Diego Aranha vem denunciando vulnerabilidades nas urnas eletrônicas há anos e afirma que elas não são confiáveis. Na verdade, segundo ele, elas possuem erros "grosseiros".

Aranha é especialista em criptografia e segurança computacional, tendo feito doutorado em computação na Unicamp. Atualmente, é professor assistente no departamento de engenharia da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.

Recentemente, ele respondeu perguntas para a revista Época. Abaixo, você encontra um resumo de algumas das respostas.

As falhas apontadas em teste com as urnas são graves?

De fato, Aranha e sua equipe consideram as vulnerabilidades encontradas graves. Surpreendentemente, durante os testes, eles conseguiram adulterar o software de votação antes de ser instalado nas urnas eletrônicas para introduzir programas maliciosos.

Existe maneira de melhorar a proteção dos votos com as urnas eletrônicas?

Todos os outros países com eleições eletrônicas de escala nacional empregam algum tipo de registro físico do voto, para permitir uma auditoria mesmo que o software falhe. De acordo com o professor, o voto impresso poderia funcionar como um recurso adicional de transparência, que pode ser usado para fins de auditoria e/ou recontagem e também indica para o eleitor de que o sistema computou seu voto corretamente.

É possível que haja alteração do resultado das eleições em nível nacional ou apenas em seções de votação específicas?

A fraude do mesário, em que um mesário malicioso vota por eleitores faltosos, é uma abordagem mais factível para adulterar resultados de seções eleitorais específicas. Por outro lado, tentativas de fraude tecnológica fazem mais sentido para eleições maiores, para reduzir custos por escala.

Do que um hacker mal-intencionado precisaria para invadir uma urna? É preciso estar no local? Alterar algo na máquina?

Diego Aranha e sua equipe, enquanto participavam do ataque simulado de 2017, demonstraram que isso exigia apenas manipular cartões de memória que instalam software antes da eleição. Cada cartão instala até 50 urnas distintas, fornecendo um fator de escala em favor do fraudador. Então, um hipotético fraudador interno à Justiça Eleitoral, com acesso privilegiado ao sistema por longos períodos de tempo, poderia provocar distorções maiores com logística mais simples.

Para ver a entrevista na íntegra e entender melhor os motivos pelos quais Diego Aranha afirma que as urnas eletrônicas não são confiáveis, clique aqui.


Foto: Mika Baumeister.

Por Redação em 07/04/2021

Para o professor Mário Gazziro, pós-doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, resistir à implantação do voto impresso deixa o país parado no tempo. “Por que o registro em papel é um avanço? Porque é a única forma de garantir que os votos sejam auditados caso haja algum problema no registro eletrônico”, afirma Mário.

Voto impresso vem sendo debatido há anos

No meio científico, o debate sobre a segurança das urnas existe desde 1996. Ele ganhou força desde os testes públicos de segurança e da realização de eventos que acontecem desde 2013, quando Gazziro organizou o 1º Fórum Nacional de Segurança em Urnas Eletrônicas no ICMC . Desde aquele momento, os cientistas alertam para as diversas vulnerabilidades encontradas no sistema eleitoral brasileiro.

"As urnas brasileiras são vulneráveis"

De acordo com o artigo As urnas brasileiras são vulneráveis, publicado no Jornal da USP e escrito por Walter Del Picchia: “O fato é que as urnas eletrônicas brasileiras são as mais atrasadas dentre as usadas na dezena de nações que praticam a eleição eletrônica. Elas não permitem saber se o voto gravado corresponde ao voto dado e não possibilitam auditoria”.

Del Picchia explica no texto a evolução nos modelos das urnas eletrônicas utilizadas no mundo. As brasileiras fazem parte da primeira geração desse tipo de equipamento. Nelas, o voto é gravado apenas eletronicamente e a confiabilidade do resultado depende totalmente dos programas instalados no equipamento.

Além disso, Diego Aranha, ex-professor da Unicamp e atualmente professor associado da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, também não confia nas urnas.

“Há muita ênfase na possibilidade de danificarem a urna, mas acho que essa não é a principal ameaça. O problema não são apenas eventos acidentais, mas especialmente propositais, como a adulteração maliciosa do software. Por isso, o voto impresso não deve ser visto apenas como um backup, mas uma forma do sistema provar ao eleitor que está funcionando corretamente”

Diego Aranha

A ilusão do sigilo

Surpreendentemente, a Procuradoria Geral da República contesta a implantação do mecanismo de impressão, afirmando que a mudança coloca em risco o sigilo do voto. Entretanto, Gazziro explica que o registro em papel não significa que o eleitor será identificado. “Independentemente do sistema eleitoral adotado, precisamos garantir que a autoria do voto seja mantida em sigilo e o conteúdo torne-se público. O problema é que, atualmente, a urna eletrônica brasileira não garante sequer o sigilo da autoria”, explica.

Para ver o artigo do Jornal da USP na íntegra, clique aqui.


Foto: benjamin lehman.