Aprendemos, com a tecnologia, como transformar a sociedade

Aprendemos, com a tecnologia, como transformar a sociedade

Uma reflexão sobre uso da tecnologia e as relações humanas

Por Erwin Franieck em 27/05/2020

O poder da tecnologia em transformar a vida das pessoas pra melhor.

Sabia que temos alguns modelos básicos de pensamento, que são construídos desde a infância e nos direcionam nas escolhas e atitudes, em momentos chaves, e que nos levam através da vida até onde estamos?

Este é um dos entendimentos do significado da palavra destino, que podemos traçar uma vez que para mudarmos estas trajetórias, aqui chamadas de destino, dentro de um ecossistema em que habitamos, precisamos sair fora do lugar comum. Estas escolhas são as que mudam as vidas das pessoas.

Queria com isso trazer um destes modelos básicos, que construí depois de entender que queria uma outra coisa para a minha vida e comecei a ler biografias de inúmeros personagens da História e fui entendendo o que fez cada um destes serem admirados. Até que li a Bíblia, do velho testamento até o livro dos profetas.  

Um ensinamento que me acompanhou desde muito jovem foi: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”, que eu converti em “Ame a todos como a ti mesmo.”. Este pensamento, quando introjetado e vivido em todas as nossas relações, nos faz aproximarmos de todas as pessoas, inclusive de nós mesmos. E o melhor, parece que temos a certeza que seremos sempre benéficos para a vida das pessoas. Pois não é verdade, nas relações sociais, sempre existe “o Outro”, que tem exatamente o direito de escolher quais serão seus modelos básicos.

“Me envolvi com algo que sempre me atraiu muito, convertendo este amor em um interesse genuíno e intenso em entender o poder de transformar que a tecnologia tinha, tem e terá.”

Muitas frustrações ao longo do caminho, onde ingenuamente não percebia os problemas que se criavam com as aproximações e assim para não gerar problemas, resolvi criar uma distância segura. No começo, tão segura que o verbo amar foi ficando menor.  

Me envolvi com algo que sempre me atraiu muito, convertendo este amor em um interesse genuíno e intenso em entender o poder de transformar que a tecnologia tinha, tem e terá.  

Mergulhei de cabeça para entender mais que o conceito físico, químico, social e econômico envolvido, mas o que haviam feito muitos destes grandes personagens da história da ciência e tecnologia humana para se destacarem. 

Com raras exceções, tinham ligações com instituições de reconhecida competência em suas épocas, que davam a estes grandes homens a legitimidade e o reconhecimento necessário. Assim percebia que aprender era um fator emocional que faz com que, os laços formados com uma ciência se assemelhem ao afeto por uma pessoa e aprendendo a valorizar as instituições que eram um conjunto de pessoas dedicadas a um objetivo comum maior.

“Transformar: estas escolhas são as que mudam as vidas das pessoas.”

Porém, com o passar dos anos, esta minha paixão pelo conhecimento das transformações tecnológicas, para algumas pessoas, em vários momentos, passou a ser percebida como falta de afeto nas relações, quando outro evento que nos faz parar e repensar nossa vida, me fez repensar este distanciamento do passado e as oportunidades que estava perdendo com este afastamento, mesmo de quem muito amava, muitas vezes em segredo. Quando então um outro pensamento me tomou por inteiro, sobrepondo-se definitivamente ao modelo básico inicial. 

Esta pandemia, pode ser para milhões de pessoas um momento de parada e reavaliação dos conceitos de nossas vidas. Um conceito que me despertou para outra significância na vida foi a percepção de que “A Vida é muito curta para ser pequena!” frase de Benjamin Disraeli, escritor,  político conservador na Inglaterra, nas vésperas da revolução industrial. 

Que me fez despertar a importância de perceber o papel que assumimos perante aos fatos e pessoas e qual é a relevância em construir algo, que seja mais que uma ação, que seja um elemento do alicerce de uma estrutura de princípios que vão se arquitetando deliberadamente na construção de quem eu me sinto satisfeito em ser.   

E as pessoas ao nosso entorno são a maior dádiva que Deus nos deu para construirmos juntos estas estruturas que geram proximidade, confiança, que são os ingredientes fundamentais para construirmos em conjunto instituições que vão transformar a tecnologia e as relações humanas a serviço da busca de uma vida harmoniosa em sociedade. 

Vale lembrar a abordagem do grande guru global, Yuval Noah Harari, que na sua obra mais famosa, Sapiens, o ser humano historicamente sempre foi uma raça muito hábil em criar organizações complexas para se defender ou subjugar os que são seus possíveis antagonistas – assim também desenvolve tecnologias para sair vitorioso nestas ações.

Devemos sempre lembrar que nossos impulsos, como humanos, vão sempre nos colocar em grupos que naturalmente buscará vencer outros grupos e que a vitória é sempre algo que buscamos dentro da ética construída para que esta disputa seja realizada.   

Neste momento da pandemia, temos um inimigo comum que é o vírus, onde todos os países estão se unindo apresentando dados, resultados de testes, trazendo medicamentos já usados em outros vírus para diminuir esta grande reprodução exponencial da Covid-19 dentro dos corpos que se adoecem e rapidamente falecem. 

Assim como estudando formas de que esta exponencialidade não se propague entre as pessoas, buscando soluções para restrição seletiva de contatos entre elas, buscando todas as formas para eliminar o vírus do ambiente e desafiando a todos os pensadores e empreendedores a atuarem na construção conjunta de soluções em tempo recorde para que este bloqueio da economia humana seja cada vez menor e que possamos reconstruí-la com base nos melhores conhecimentos sobre esta Nova economia que de formará.  

Uma outra união nunca antes vista foi o desenvolvendo de parcerias para produção em massa de álcool gel, máscaras caseiras, EPIs para os novos heróis desta tragédia: “Os profissionais da área médica”, se expondo a este vírus, mostra nossa habilidade social de integração para uso de todas as tecnologias disponíveis para que esta ação seja efetiva.  

Aqui vale a pena trazer a grande exceção dentre todos os países, a China, que, tendo um laboratório que desenvolve a biotecnologia de mutações genéticas em vírus há décadas em Wuhan, teve um papel inicial de descuido fatal, não informando ao mundo, nos primeiros sinais de um novo vírus, deixando com que ele se espalhasse por todo o mundo. Sabendo que no final tinha uma letalidade social insuperável.

Se coloca com grande poder de influência, por ser um dos maiores parceiros econômicos de vários países e ao mesmo tempo, longe das estatísticas de evolução deste vírus. Neste caso a China tem uma vanguarda tecnológica clara no conhecimento deste vírus, porém não tem a transparência de um governo democrático com liberdade dos meios científicos, de comunicação, entre outros. 

O domínio econômico global da China, inclusive aqui no Brasil, onde detém controle dos principais canais de comunicação, influência  econômica nas esferas dos grandes empreendimentos e consequentemente sobre as decisões políticas, integrado ao domínio tecnológico de uma arma sociobiológica, aplicada globalmente é extremamente preocupante. 

 Uma reorganização da sociedade nacional e global para se defender desta possível força chinesa para estabelecer um padrão de conduta com restrições de liberdades de comunicação e pensamento, com a submissão da população a uma reclusão, destruição sócio econômica, domínio dos meios de comunicação e posterior suporte financeiro tentando estabelecer controle social e político,  como por exemplo um padrão de Internet 5G, que já se conhece tem uma supervisão e controle dos dados trafegados, traz o risco eminente para a liberdade individual no Brasil com repercussões globais. Este é um tema que devemos estar todos atentos.  

“Numa próxima abordagem gostaria de tratar de uma instituição nacional, que se divide em vários empreendimentos e institutos, aqui ao nosso lado, os quais  estão promovendo um transformar tecnológico, econômico, cientifico e social.”

Numa próxima abordagem gostaria de tratar de uma instituição nacional, que se divide em vários empreendimentos e institutos, aqui ao nosso lado, os quais  estão promovendo um transformar tecnológico, econômico, cientifico e social  nas bases de  um desenvolvimento sustentável de um dos itens mais demandados na nossa sociedade humana que é a geração da energia da mobilidade, entre outras, através de fontes renováveis, no caso, da bio-massa líquida conhecida como etanol e agora os bio-óleos e biogases que estão passando por um grande processo de expansão.  

*Erwin Franieck, 58 anos, é engenheiro e diretor de P&D na área da Mobilidade.


Foto: divulgação.