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Fintechs e Insurtechs estão revolucionando o mercado financeiro brasileiro e mundial. Novos marcos regulatórios como o banco digital, o Pix e o openbanking, são o drive destas mudanças. Neste canal vamos discutir negócios e tecnologias relacionadas a este novo mundo.
Renato Lopes: como o blockchain irá revolucionar o mercado bancário

Renato Lopes: como o blockchain irá revolucionar o mercado bancário

Renato Lopes, Gerente de Arquitetura Enterprise do Itaú-Unibanco, conta em podcast como se tornou referência em blockchain no Brasil.

Por Redação em 03/12/2020

Um recente episódio do podcast Bancos & Fintechs convidou Renato Lopes, Gerente de Arquitetura Enterprise do Itaú-Unibanco, para contar um pouco da sua trajetória até se tornar uma das maiores referências em blockchain no Brasil.

Entre tantas coisas, ele contou como o blockchain irá revolucionar o mercado bancário brasileiro. E aí, tá afim de saber mais? Continue lendo…

Renato Lopes é de Bauru (SP), formado em engenharia de computação pela Unicamp, e ainda durante a faculdade teve contato com empresa júnior, onde desenvolveu o gosto por empreendedorismo. Montou uma empresa para fazer páginas para internet e entrou em uma incubadora de pequenas empresas em Campinas.

Depois de formado, começou a trabalhar com consultoria, gerenciamento de projetos, e em seguida, assinatura digital de contratos de câmbios no Citibank. Foi então que mudou de área. Migrou para a área de telecomunicações e trabalhou em diversos países, entre eles Guatemala e Arábia Saudita.

“Quando voltei da Arábia Saudita, voltei com outra visão do mundo, e em 2011 fui convidado a voltar para o Citibank”.

Renato Lopes voltou para a gerenciar projetos na área de canais digitais e projetos de aparências, todos voltados para a internet banking. Em seguida trabalhou na implementação do mobile bank, que no Brasil não fez tanto sucesso, mas em outros países da América Latina foi reconhecido com diversos prêmios.

Depois de ter feito MBA na FGV, em 2015 começou a surgir o interesse em fintechs: “Eu estava em um novo projeto no Citi e então começamos a ver as startups e fintechs e começamos a pensar sobre estes universos e de que maneira poderíamos trabalhar dali em diante”.

Em 20216 ouvi falar pela primeira vez em blockchain. “E esse bichinho me picou. Apresentei então para o pessoal de tecnologia do Citi e fui convidado para representar a empresa junto a Febraban”, conta.

Em 2017 aconteceu a compra da área de varejo do Citi pelo Itaú. Então, o grupo teve que iniciar a preparação dos canais e clientes para passarem ao universo Itaú.

Em 2018 Renato Lopes entrou para a equipe de Arquitetura Enterprise do Itaú e em 2019 passou a liderar o grupo. “Criamos a rede blockchain do Centro Financeiro Nacional”.

Com toda sua experiência, Renato Lopes conta que o blockchain surgiu lá em 2009 e que somente em 2014, com o surgimento do conceito de smartcompras, é que as empresas entenderam quer seria interessante valorizar o blockchain.

“Ou seja, tenho ai um livro razão distribuído, onde eu garanto a integridade das informações pela criptografia, e consigo sequenciar as transações. Ele resolveu um problema que era o duplo gasto, por exemplo. O bitcoin endereçou isso, e as plataformas que vieram depois trouxeram essa característica. Desta forma consigo garantir que um ativo só vai ser usado uma vez. Dinheiro digital, quanto entra na conta corrente é um número dentro de um servidor”, aponta.

Quer saber mais? Ouça o podcast na íntegra clicando aqui.


Foto: Soundtrap.