Inteligência de Negócios

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Empresas filhas da Unicamp faturaram 8 bilhões em 2020

Empresas filhas da Unicamp faturaram 8 bilhões em 2020

As mais de 1.000 empresas fundadas por ex-alunos, docentes e funcionários da Unicamp cresceram, apesar da quarentena de 2020.

Por Carlos Daniel Coradi em 29/01/2021

Empresas fundadas por ex-alunos, docentes e funcionários da Unicamp (por isso chamadas “filhas”) faturaram 1% a mais em relação a 2019 e alcançaram a marca de R$ 8 bilhões – apesar da quarentena.

De acordo com dados da Inova Unicamp, são 1.039 entidades ao todo. Newton Frateschi, diretor-executivo da agência de inovação da instituição, comemorou os resultados com muita empolgação. Segundo ele, a situação sanitária fortaleceu a busca por soluções e conseguiu manter as cifras.

Além disso, ele comenta que 89,7% das 223 empresas cadastradas neste ano são micros ou pequenas e que 64% foram fundadas nos últimos cinco anos. Isso eleva a expectativa futura e faz a Inova projetar um faturamento ainda maior para o futuro.  

“Essas empresas são o futuro, percebe? Hoje, essas entidades são pequenas, ou médias, mas aí algumas delas podem se tornar grandes ou mega empresas em breve. Então, a gente tá vendo o futuro agora. E o momento atual é uma oportunidade muito grande.”

As 1.039 empresas criaram 33.315 oportunidades de trabalho e estão majoritariamente localizadas em Campinas. Ao todo, 92% delas são de alunos e ex-alunos da Unicamp.

Conheça uma das empresas filhas da Unicamp

Uma das entidades cadastradas é a Lenscope. A empresa opera de forma digital e fabrica lentes, coleta armações e entrega óculos prontos com frete gratuito. O fundador da entidade é Makoto Ikegame, que confirma que a interação com outros empreendedores contribuiu nos processos.

Ele também confirma que as restrições causadas pela Covid-19 aceleraram a atuação on-line dentro do segmento. Surpreendentemente, o empresário afirma que a evolução notada em cerca de seis meses seria percebida em dois anos se as condições financeiras, de mercado e de inovação fossem normais.

“Em termos de adoção de soluções, principalmente para a visão, o que a gente tá vendo hoje na nossa área da saúde, especialmente entre medidas e implementações tecnológicas de maneira on-line, deveria ser visto somente no segundo semestre de 2022, segundo estudos”, diz.

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Foto: Reprodução/Facebook.