E agora, PT de Campinas?

E agora, PT de Campinas?

Desde 2012, o Partido dos Trabalhadores em Campinas tinha Márcio Pochmann (Professor do Instituto de Economia da Unicamp, Ex-Presidente do IPEA e Ex-Presidente da Fundação Perseu Abramo) como candidato a Prefeitura de Campinas.

Por Matheus Valadão em 17/06/2020

Desde 2012, o Partido dos Trabalhadores em Campinas tinha Márcio Pochmann (Professor do Instituto de Economia da Unicamp, Ex-Presidente do IPEA e Ex-Presidente da Fundação Perseu Abramo) como candidato a Prefeitura de Campinas.

PT havia passado pela ressaca de ter participado da Prefeitura do Dr. Hélio (com o Demétrio Villagra como Vice) e mesmo assim em 2012 conseguiu ir para o Segundo Turno contra o atual prefeito Jonas Donizette. O bom desempenho do Governo Dilma na época ajudou nisso.

Jonas venceu o PT em 2012 e provocou um conflito interno, trazendo militantes do partido para a gestão e fazendo com que o PT tivesse que expulsar o Vereador Gerson Canário.

Chegando em 2016, o Márcio Pochmann apenas disputou a eleição a pedido do Ex-Presidente Lula. Não era desejo do Márcio voltar a disputar, principalmente em condições adversas.

Nesse mesmo ano, o Pochmann havia disputado a Direção do Instituto de Economia da Unicamp contra o Paulo Sérgio Fracalanza. Da boca do mesmo, eu havia escutado que, independente do resultado, ele não disputaria a Prefeitura de Campinas. Havia justificado que ele queria colaborar de forma mais acadêmica para a Unicamp.

Ele perdeu a disputa pela Direção do Instituto de Economia. Com a vitória do Fracalanza com o voto dos professores, funcionários e votos de alunos como eu. Fracalanza sempre foi uma pessoa do diálogo e não me arrependo do meu voto no Professor Fracalanza.

O prenúncio da Eleição de 2016 prejudicou a Eleição para Direção porque todo mundo sabia que o Lula iria pressionar para que Pochmann fosse candidato e suas atividades históricas em Brasília acabaram prejudicando a formação de uma teia maior de relações com os servidores e com os docentes.

Em 2016, Lula pediu e Márcio foi candidato. Terminando a disputa atrás do Artur Orsi (que era um vereador que nunca havia disputado o Executivo). PT elegeu apenas dois vereadores, enquanto o PSD (partido de Orsi) elegeu 3 vereadores.

Novamente, o PT pressionou para que o Pochmann fosse candidato a Deputado Federal. A ideia era boa, colocar um intelectual de esquerda no Congresso Nacional como foi o caso do Florestan Fernandes na Constituinte. Essa ideia morreu na praia, com 53 mil votos e faltando 11 mil votos para alcançar a vaga de Deputado Federal.

Pochmann dedicou muito tempo de sua vida para o Partido dos Trabalhadores, provocando um afastamento deste do ambiente acadêmico e sem ter o devido suporte do Partido. Por isso, Pochmann decidiu não postular a candidatura para Prefeito de Campinas em 2020.

Assim, não existe um nome natural, provocando conflitos internos em prol de ganhar a indicação. Mesmo que isso não garanta a chance de ganhar a Eleição em Campinas.

Mais uma questão: uma candidatura fraca pode dizimar a bancada de vereadores do PT na Câmara de Campinas. Assim…sem o Pochmann, a pergunta é a seguinte:

E agora, PT de Campinas?

Na segunda parte do artigo colocaremos um perfil dos postulantes e minha avaliação pessoal à direita em cima do assunto.

*Matheus Valadão é estudante de Economia na Unicamp. Foi um dos fundadores do Unicamp Livre e ocupou a Coordenação de Comunicação do DCE da Unicamp no ano de 2018 (único ano com uma gestão mais ao centro). Hoje é Coordenador Local do Students for Liberty Brasil.


Foto: Foto de Pixabay no Pexels.

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