Caso Carrefour: entenda o que aconteceu

Caso Carrefour: entenda o que aconteceu

Fiscal e seguranças foram presos. Grupo colocou fogo em mercado de São Paulo, apesar de João Alberto ter sido morto em Porto Alegre.

Por Redação em 24/11/2020

João Alberto Silveira Freitas (40 anos) agrediu um dos seguranças, tentando dar socos nele, e foi morto em um supermercados da rede Carrefour localizado em Porto Alegre no dia 10 de novembro.

De acordo com o site G1, as agressões começaram após um desentendimento entre a João e uma funcionária do supermercado, mas a polícia ainda não sabe exatamente o que aconteceu antes do espancamento e o que motivou a discussão entre ele e a mulher. Também está sendo averiguado se ele estava sob efeito de drogas ou não.

Os seguranças são o policial militar Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos, e o segurança Magno Braz Borges, de 30 anos. Eles foram presos e aguardam julgamento. De fato, João continuou sendo golpeado após ter sido imobilizado.

Surpreendentemente, o comandante da Brigada Militar, Rodrigo Mohr Picon, disse ao G1 que o policial não poderia atuar como segurança porque não possuía a carteira nacional do vigilante.

O Grupo Vector emitiu uma nota dizendo que demitiu todos os envolvidos, que se sensibiliza com os familiares de João Alberto e que irá colaborar com as investigações.

Detalhes do caso Carrefour: a fiscal foi presa e afirmou que João havia agredido uma mulher no estabelecimento

Adriana Alves Dutra, fiscal do Carrefour que estava no local, foi presa. Em vídeo divulgado pelo site GZH, ela diz: “Tú viu o que ele fez? Ele `deu numa mulher´ lá em cima!”. “Ele bateu num fiscal, ele pode bater em nós?”, completa ela.

Conforme foi noticiado pelo IG, Adriana disse que fez uma cirurgia recentemente e por isso não interferiu; ela foi presa no dia 24 (terça-feira).

Quem era João Alberto?

João Alberto teve quatro filhos, um com Rita de Cássia e três com Marilene Sanros. Ele permaneceu quase 20 anos junto de Marilene, apesar das brigas constantes e das agressões contra a então companheira.

A polícia o prendeu duas vezes enquadrado na lei Maria da Penha e, de acordo este documento do Tribunal de Justiça do Rio Grande (TJ-ST), João chegou a dizer para Marilene que iria matá-la.

Quando saiu da prisão pela última vez, não podia mais se aproximar de Marilene devido a uma medida restritiva. Algum tempo depois, ele começou a se relacionar com Milena Borges, que o acompanhou até o supermercado.

Local errado

Um grupo de pessoas colocou fogo em produtos, quebrou vidros e danificou dois carros no estacionamento do Carrefour localizado na zona sul da cidade de São Paulo. Obviamente, eles colocaram a vida das pessoas que estava no local em perigo, uma vez que incendiaram o estabelecimento. Entretanto, o João Alberto faleceu em Porto Alegre.

Funcionária do Carrefour em São Paulo tentando apagar o fogo. Reprodução/G1

Foto: reprodução / YouTube.