Auxílio Emergencial reduziu extrema pobreza ao menor nível em 40 anos, diz FGV

Auxílio Emergencial reduziu extrema pobreza ao menor nível em 40 anos, diz FGV

O auxílio emergencial reduziu a taxa da população em extrema pobreza no Brasil. O benefício é distribuído pelo governo para quase metade da população.

Por Redação em 29/07/2020

O Auxílio Emergencial reduziu a taxa da população em extrema pobreza no Brasil. O benefício é distribuído pelo governo para quase metade da população e, no mês de junho, revelou que a proporção de pessoas que vivem abaixo da linha da extrema pobreza no Brasil foi a mais baixa em 40 anos.

É o que está apontando um estudo da Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). De acordo com a reportagem do Valor Econômico, o fim da distribuição do Auxílio Emergencial no segundo semestre pode provocar um aumento na extrema pobreza e um repique no indicador.

A pesquisa aponta que 3,3% da população vivia em junho com renda domiciliar per capita aproximada de R$ 154 mensais por membro da família. Esse percentual representa cerca de 6,9 milhões de pessoas. No mês de maio, a proporção da população que vivia abaixo da linha da extrema pobreza era de 4,2%, cerca de 8,8 milhões de pessoas conforme o Pnad Covid, pesquisa do IBGE que acompanha os impactos da pandemia de Covid-19, provocada pelo vírus chinês, no mercado de trabalho brasileiro.

Segundo apresentado pela reportagem do Valor Econômico, o IBGE fez outras pesquisas, adotando outras metodologias e com limitações corporativas, que sugerem que a miséria manteve o mesmo nível desde o início da década de 1980. “O melhor momento até então havia sido em 2014, quando estava em 4,2%, a mesma proporção de maio deste ano”, apontou a reportagem.

“Nunca o Brasil teve taxas de pobreza tão baixas”, Daniel Duque, economista e pesquisador do Ibre/FGV.

“A Pnad passou a ter cobertura nacional total a partir de 2004. Antes, a área rural da região Norte não era tão bem coberta. Mas é bem aceito que nunca o Brasil teve taxas de pobreza tão baixas”, disse Daniel Duque, economista e pesquisador do Ibre/FGV e autor dos cálculos.

Daniel Duque explicou a temática e acrescentou que o Auxílio Emergencial reduziu consideravelmente os impactos da pandemia na extrema pobreza por seu alcance e valor elevado, de R$ 600 mensais. Desta forma, em uma família com três pessoas, por exemplo, o valor per capita do benefício seria de R$ 200, acima da linha de pobreza extrema. “Existem famílias que recebem cota dupla do benefício, como mães e pais solteiros, chegando ao valor de R$1.200. Nesse caso, mesmo que tenha quatro integrantes, a renda per capita dessa família vai superar a linha de corte de R$ 154 mensais”, disse o pesquisador do Ibre/FGV.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.